Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Portugal salvou-se

A minha equipa, o meu clube de futebol preferido é Portugal e costumo apelidá-lo de FC Portugal. Pela selecção nacional sou sempre, jogue quem jogar, ganhe ou perca. Vibro, chateio-me, alegro-me, fico triste e tenho muito orgulho desta equipa.

O 1.º jogo é muito importante vencer, Portugal começou bem, mas passou por um enorme susto. Roberto Martinez trouxe 7 camisas, mas estava a ver que só iria usar 3 camisas, que são uma em cada jogo da 1.ºfase do Europeu.

Eu, desta vez, não comprei bilhetes para ir ver um jogo com o meu filho, por afazeres profissionais. Estive no último europeu em Budapeste, e também contra a Hungria só no final é que Portugal resolveu o jogo a seu favor. Porém, espero arranjar bilhetes para os oitavos-de-final, mas vi as coisas mal paradas.

Porventura, pode ser a última vez que vejo Ronaldo num Europeu, mas não estou dentro da sua cabeça. Acredito que se fizer um bom Europeu pensará com certeza em ir ao Mundial.

Claro que há muitos portugueses que detestam Ronaldo e não sentem alegria se ele jogar bem e marcar golos. Não marcou golos, mas esteve muito activo e pouco faltou para o fazer.

Há portugueses que são "portugargentinos" devido ao Messi. Eu não. Eu sou "portugaportuguês" sempre. Reconheço muitas qualidades ao Messi, mas Ronaldo é mais completo e nunca foi ajudado para vencer troféus. Chegar a este nível com 39 anos é fenomenal. Gosto de Ronaldo e exulto com a sua capacidade, personalidade e inteligência.

O campeonato na Arábia Saudita não é tão exigente fisicamente com rotações mais baixas, permite que Ronaldo chegue a este Europeu solto e bem psiquicamente.

O último Mundial com os problemas no Manchester United, mais a ingratidão de Fernando Santos colocaria qualquer jogador na valeta, todavia Ronaldo continua na estrada.

Portugal é um dos favoritos, mas tem que o demonstrar em campo. Venceu, mas não convenceu.

A 1.ª parte foi sufocante da selecção nacional, 45 minutos em pressão alta, com muita posse de bola que não resultou em golo. Mas antevia-se que marcasse, porém sofreu um golo e viu-se aflita para dar a volta ao jogo. Salvou-se por um auto-golo e Francisco Conceição fez de Ronaldo.

A invenção do selecionador Martinez, em colocar Cancelo a jogar como médio interior esquerdo e Nuno Mendes como falso terceiro central também do lado esquerdo não resultou. Ronaldo esteve nas três oportunidades de golo da selecção nacional na 1.ªparte.

As mudanças operadas na 2.ª parte com a entrada de Diogo Jota fizeram sentir que Portugal poderia inverter o resultado. Felizmente foi o que aconteceu a recuperação in extremis, com muita agonia num jogo que deixa muitas dúvidas sobre Portugal, em que Francisco Conceição foi talismã.

Portugal dominou, mas sem um fio de jogo fluído e sem profundidade, gerando pouco perigo. A Rep. Checa surpreendeu com um golaço de Provod.

O auto- golo sofrido involuntariamente veio na melhor altura para Portugal. E, no final, quando não se esperava algo, um cruzamento inofensivo de Pedro Neto permitiu ao revulsivo Francisco Conceição ser um herói.

O melhor deste jogo são os 3 pontos num jogo que teve de tudo.

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