Portugal, um orgulho!
Neste Europeu houve mais ruído que futebol e mais emoção que bom futebol. Portugal era a equipa que mais jogos disputou na história do Europeu (34) sem ter ganho o título. Até chegar à final foi uma roleta russa em que só ganhou uma partida nos 90 minutos e teve alguma sorte no alinhamento das equipas depois da fase de grupos. Mas desta vez conseguimos.
Portugal jogou a sua segunda final, a outra perdeu-a em casa frente à Grécia em 2004. Esta venceu-a, e nas condições em que a conseguiu, é um orgulho!
Quando uma equipa alcança a final de um Europeu. A pergunta imediata e normal é como conseguiu chegar até aqui? Portugal sobreviveu agonicamente na fase de grupos, com três empates e não estava a jogar nada bem. Apeteceu-me pedir o livro de reclamações. Todavia contra o País de Gales deu um ar da sua graça e o golo de Ronaldo lá das alturas foi um golo do outro mundo: pela elevação, à volta de 76,2 centímetros do solo, atingindo 2, 61metros. A bola depois de sair da sua cabeça atingiu a velocidade de 71,3 Km/ hora. É um golo marciano e extra-terrestre.
Por vezes Ronaldo faz lembrar um Jaguar implacável com a sua presa que numa fracção de segundo, marca um golo e decide. Foi o caso do golo de calcanhar à Hungria. Na final, infelizmente, Payet arrumou-o com uma entrada muito agressiva. Foi um momento preocupante e desanimador, mas demos à volta.
Há em França 600.000 emigrantes portugueses, segundo o Instituto Nacional de Estatística, número que aumenta para 1, 2 milhões se incluir cidadãos com dupla nacionalidade e os filhos de emigrantes.
Nesta final, a guitarra de 12 cordas do fado abafou o acordeão parisiense.
Ronaldo magoou-se, chorou, mas no fim, sorriu. Vai a caminho de nova Bola de Ouro que consagra o melhor jogador do Mundo. Ele merecia ser campeão da Europa. Todos foram um orgulho!
Sempre pensei que era o árbitro que iria arrumar connosco mas foram os jogadores franceses com a sua agressividade. Na 1.ªparte arrumaram com Ronaldo. Oscilamos mas não caímos. Na 2.ªparte com alguma sorte aguentamo-nos.
No prolongamento parecíamos outros, e eis que surge Éder.
Tiro o chapéu a Fernando Santos e peço desculpa por duvidar da sua palavra. O homem foi mesmo para casa, na segunda-feira, dia 11 de Julho.
Criou um ambiente de grupo absolutamente notável. Incrível! Portugal precisava disto para a sua auto-estima e para os nossos emigrantes. Um orgulho, um feito extraordinário.
O futebol tem coisas para além do jogo, segundo um estudo realizado para o DE, o IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing prevê, que a vitória de Portugal na final do Euro 2016, vai render à economia portuguesa 609 milhões de euros de receitas.
Bem se for assim, vamos então tentar ser campeões no Mundial 2018, para ver se arrumamos com o défice das contas públicas, de vez.
