Ramos e Fellaini
Este fim-de-semana, como sempre, houve tantos jogos de futebol que tive que fazer opções e não deu para ver todos os jogos. Optei, por seguir, no sábado o famoso clássico Barcelona - Real Madrid e no domingo assisti ao Everton- Manchester United.
Tenho por hábito acompanhar as equipas onde José Mourinho é treinador.
O Real Madrid fez um bom jogo de contenção e controlo do meio campo. Com a ausência de Bale, a entrada de Lucas Vasquez e Isco deu outra consistência ao meio-campo. Mas neste jogo o maestro foi Modric que estava em todo o lado, até, para fazer o passe para o golo do empate. Ronaldo não marcou, mas esteve por várias vezes para o fazer. O Barcelona parecia que ia vencer o jogo, esteve a vencer por 1-0 com golo de Luis Suárez. Messi esteve assim-assim, por vezes alheia-se do jogo, mentalmente não é tão forte como Ronaldo. Mas o bombeiro, do costume, Sergio Ramos salvou o Real Madrid de perder mesmo no fim do jogo.
Ramos é um jogador que comete muitas faltas e por vezes prejudica o Real Madrid. Todavia marca golos que o tornam salvador e imprescindível. Foi na final da Liga dos Campeões, na final da Supertaça marcou o golo do empate contra o Sevilha, agora em Camp Nou, entre outros golos decisivos.
Sergio Ramos este fim-de-semana foi o bom, o herói, que acredita sempre que o jogo só acaba quando o árbitro apita para o final. Só merece aplausos e felicitações.
No domingo vi o Manchester United começar bem e marcar, com um belo golo por Zlatan Ibrahimovic. Teve sempre o jogo controlado e pensei que era desta vez que o Manchester United iria ter duas vitórias seguidas. Venceu a meio da semana o West Ham com uma exibição convincente que deu em goleada.
Mas, eis que Mourinho, bem calmo no banco para não voltar a ser castigado, manda entrar Fellaini. Este, com um cabelo ao estilo Jimi Hendrix numa onda freak, provoca uma falta amalucada dentro da área que originou um penálti e o consequente golo que permitiu ao Everton empatar a partida nos últimos minutos.
Fellaini neste jogo foi o vilão e prejudicou o Manchester United com um lance absolutamente infantil para um profissional a este nível de competitividade. O seu erro voltou a castigar o Manchester United que não recuperou pontos para os seus rivais.
O Manchester assim marcou passo e não se aproximou dos da frente que perderam: Manchester City e Liverpool.
Fellaini com o seu disparate não permitiu ao Manchester United entrar na senda consecutiva das vitórias.
Este fim-de-semana, em Espanha houve um ilustre - Sergio Ramos, em Inglaterra um vulgar - Marouane Fellaini.
Nota: Guardiola, ao recusar cumprimentar Fábregas no final do Manchester City - Chelsea, mostrou a sua arrogância encoberta por uma educação dissimulada. Já o tinha feito numa gala com Ronaldo. Não perdoa e tem a mania que é o maior. Naturalmente não aceitou a ida de Fábregas para o Chelsea de Mourinho. Mais tarde, veio retratar-se dizendo que não viu Fábregas e que o cumprimentou no balneário. Apercebendo-se da má figura que fez, gravada pela comunicação social, corrigiu a atitude. Mourinho e Guardiola publicamente aparentam dar-se bem, mas nos bastidores, existe uma espécie de guerra fria, na compra de jogadores e para ver quem é o melhor. O lema de Guardiola:" ou és por mim ou és contra mim".
*escrevo ao abrigo da antiga grafia
