Real Madrid-PSG, 3-1
Tive muita curiosidade em ver esta eliminatória e o comportamento do PSG. Não tinha a certeza, de quem venceria e, estava curioso de ver a postura do PSG. Neste tipo de eliminatória a dois jogos, os golos fora contam a dobrar.
Por outro lado, acho que o Real Madrid na Liga dos Campeões, apesar da crise interna, estava na sua competição preferida. Os seus jogadores não desaprenderam, em seis meses, tudo que sabiam e conseguiram pelo Real Madrid. Nem sequer ponho a questão da idade, mas o aspecto mental tem muita influência.
A Liga dos Campeões são contas de outro rosário e o peso da história tem muita influência nestes jogos.
O Real Madrid jogar a 1.ªeliminatória em casa é uma desvantagem, mas já vi inúmeras vezes o Real Madrid ir vencer a casa dos adversários de forma contundente, com o contra-ataque mais letal que vi até hoje.
Deste modo, assisti ao jogo pela televisão, com a convicção que o favoritismo estava dividido: 50%-50%. Um jogo que ficará para a história de um duelo de 180m que começou com os primeiros 90m.
Estava em causa a superioridade do Real Madrid, ante o aspirante PSG, e um duelo à parte entre Ronaldo e Neymar, pela passagem do testemunho.
Ronaldo saiu-se melhor em eficiência: marcou dois golos. Neymar foi por momentos espectacular na arte de driblar.
Não fiquei surpreendido, foi um grande jogo, mas continua tudo em aberto. O Real Madrid na Liga dos Campeões é outro; venceu 3-1, mas teve ajuda do árbitro. Há um penálti por marcar sobre Sergio Ramos que desvia um remate de Rabiot.
Um jogo intenso, muito táctico, em que, o PSG não foi ingénuo como em anos anteriores, isso deveu-se ao seu treinador espanhol Emery que, conhece muito bem o Real Madrid e, o que é jogar sob a pressão do Santiago Bernabéu.
Dois golos esquisitos na 2.ªparte do Real Madrid, mas a contar: Ronaldo com o joelho e Marcelo num remate enrolado que traiu o guarda-redes. Desta vez Zidane conseguiu mexer no jogo com a entrada de Asensio e Lucas Vásquez.
Ronaldo na 1.ªparte mostrou muito faro pela baliza, mas só de penálti. Neymar é brilhante parece uma mota a correr e a driblar, mas exagera. É pena!
Os jogadores que melhor jogaram e fazem a diferença pelo seu domínio de bola e capacidade de ler o jogo: Modric no Real Madrid e Dani Alves no PSG.
Dani Alves saiu do Barcelona, mas é um jogador que joga e faz jogar, quer a defesa, quer a médio, quer avançado.
Tudo em aberto para o jogo em Paris. Não estou convencido que o Real Madrid já passou a eliminatória. O golo do PSG é precioso, vamos ver, se o Real Madrid marca em Paris e tudo se torna mais fácil para chegar aos quartos-de-final.
Ronaldo pode, ainda, não ser desta que é apeado do seu ceptro. Neymar terá que esperar ou em Paris mudar a tendência.
Nota: O FC Porto perdeu, mas nada se pode fazer contra o Liverpool, equipa que tem milhões e joga no campeonato mais competitivo do Mundo
