Tour de France
Hoje a minha crónica não versa futebol. O Record tem gente muito mais habilitada e sabedora de futebol do que eu. Eu gosto de abordar o futebol de uma forma 'blasé', sem entrar em assuntos que nada tem que ver com o futebol.
Desta vez vou falar de ciclismo e do Tour de France. Nesta época do ano gosto de seguir esta prova que é o top mundial do ciclismo. Antes, segui o Giro de Itália e fiquei muito agradado com a luta pela classificação geral e pela emoção na corrida. Nibali venceu de uma forma fantástica. Tinha perdido imenso tempo numa etapa, mas depois recuperou-o noutra a seguir, de uma forma épica, o que mostra que é um campeão.
No Tour de France, a sua equipa, a Astana, apostou em Fabio Aru, mas foi um flop. Acho que Nibali deve procurar uma equipa à sua imagem para voltar a vencer o Tour. É dos poucos ciclistas que já venceu o Giro, o Tour e a Vuelta.
Neste Tour, Froome passeou a sua classe e supremacia. Quintana foi uma desilusão e parece que carregou nos ombros a pressão de ser favorito e ter que vencer. Uma coisa é ser favorito, outra é mostrar-se que o é! E o pior, psicologicamente não aguentar esse estatuto, mais parece uma angústia.
A Movistar anunciou que na próxima semana vai submeter Quintana a exames médicos para ver se algo se passa. Eu acho que ele não tem nada, é tudo psicológico. Quintana é um eterno segundo, não tem estofo de campeão. É mais um número dois de Froome.
Este Tour foi o menos competitivo dos últimos anos e fica-me a imagem de Froome, numa descida em alta velocidade, a ganhar tempo aos seus rivais. No seu estilo nunca visto, descido do selim, encostado ao quadrado da bicicleta todo curvado, e ainda a conseguir pedalar para ganhar tempo.
Froome passeou-se no Tour acompanhado dos seus colegas da Sky: Henao, Poels, Nieve e Thomas. Mas não faltou o sempre amigo Richie Porte mesmo sendo de outra equipa, a BMC.
Froome vence o terceiro Tour, Contador desistiu depois da queda e Quintana esteve ausente. Deste modo, no futuro somente Nibali com uma boa equipa pode fazer frente a Froome.
Nenhum Tour de France é fácil, como diz Froome, mas o Tour de 2016 teve menos emoção e rivais.
Froome está uns furos acima dos outros. No futuro é preciso arranjar-se rivais e com capacidade de discutir taco-a-taco o Tour. De outro modo o interesse perde-se e é preferível ver o Giro. O Tour está a ficar como a Fórmula 1, uma prova sem grande interesse em que se vê somente a partida, que tem alguma emoção.
A emoção vem de Itália, com Nibali no ciclismo e Rossi no motociclismo. O resto é um aborrecimento, torna-se monótono e previsível. Não gostava nada, que no futuro, o Tour se tornasse como a Fórmula 1.
Apareçam rivais a Froome!
