Tour de France: Pogacar e Vingegaard
Nesta altura do ano, o futebol ainda não começou a sério, aproveito para falar de outras modalidades que aprecio: ténis, ciclismo, entre outras.
O Tour de France é sinónimo de Pogacar, ele é tudo neste Tour, lidera, ajuda-se a si próprio e conta consigo. Antes, com Cris Froome tudo era mais calculado e as corridas tinham pouca emoção, se Froome quebrasse havia sempre um companheiro que o ajudava. Froome desde o acidente, em que teve uma grave lesão com fractura exposta do fémur, infelizmente, acabou.
Eu gosto da maneira de Pogacar correr, mas torna-se demolidor, tal a sua superioridade.
Ele não tem medo de atacar, mesmo vestido com a camisola amarela. Ele ainda é um jovem de 23 anos e já ganhou dois Tours de France e provavelmente vai a caminho do seu terceiro.
Parece tudo simples e natural, mas isso deve-se à sua enorme capacidade de se defender não precisando de uma super -equipa, como era o caso de Cris Froome. Devido à Covid-19 já perdeu Bennett, Laengen e ainda pode perder Majka, mas nada o pára.
É muito difícil vencê-lo, Roglic ao ter caído perdeu qualquer hipótese de vencer o Tour. A Eslovénia é uma potência mundial do ciclismo com dois corredores fantásticos: Pogacar e Roglic.
Pogacar é um fenómeno para desfrutar. Ele diverte-se e torna uma corrida divertida, mas já se sabe o resultado final – Pogacar vence.
Pogacar é muito forte. Apercebo-me que não há muito que fazer contra ele. Neste Tour já venceu duas etapas e em todas elas venceu os seus rivais. É bom na montanha, no contra-relógio, em estrada e nas clássicas.
Tudo isto era inegável até esta quarta-feira.
Este Tour de France estava a tornar-se previsível e sem grande história quanto ao vencedor, mas inesperadamente apareceu Vingegaard e tudo pode acontecer.
Pogacar é muito bom, mas há sempre um mas, esse é Vingegaard. Nesta quarta-feira, na etapa 11: Albertville - Col du Granon deu um abanão, mas ainda falta muito Tour.
Hoje pode ser o dia do contra-ataque de Pogacar que não se deve dar por vencido. Ontem teve um dia menos bom, em que passou mal na parte final da etapa, foi atacado por todos e perdeu a camisola amarela.
A partir de agora o Tour está aberto e fico à espera que Pogacar tente recuperar o tempo perdido.
Penso que agora começou o Tour, sem ter um vencedor antecipado.
Nota: a minha solidariedade e curvo-me perante os bombeiros de Portugal perante esta praga de incêndios.
