Valentino Rossi em grande
Valentino Rossi, depois de no último Grande Prémio das Américas ter desistido por queda, mostrou em Jerez da La Frontera que está vivo e em grande. Os sinos na vila Tavullia tocaram, de novo, sempre que vence uma corrida.
Vencer em casa dos dois espanhóis que deixou para trás: Lorenzo e Márquez. Começou a sua vingança, pelo que se passou o ano passado com a sua aliança dissimulada.
Valentino Rossi (il Dottore) venceu com uma autoridade sensacional. Foi uma vitória arrasadora que começou pela pole position e acabou na liderança da corrida do princípio ao fim.
A corrida não teve grande histórica, tirando a primeira volta em que Lorenzo passou Rossi, mas este recolocou as coisas no devido lugar: ultrapassando-o de seguida. Depois até ao fim foi vê-lo voar para a meta.
Grande assomo de qualidade, estilo e classe mostrando à saciedade que pode ser, de novo, campeão do Mundo em MotoGP. Só não o foi o ano passado por circunstâncias extra-competição. O ano passado foi roubado sem jeito e sem nexo, na secretaria, por uma aliança espanhola pífia e pueril.
Deixar Lorenzo a quase 2,5 segundos e Márquez a 7 segundos só para um predestinado. É obra! O "cota" de 37 anos mostra aos meninos espanhóis como se corre numa mota em que é um fenómeno.
Rossi transcende a sua nacionalidade italiana e tem fãs em todo o mundo a começar por Espanha. Rossi entrou por Espanha dentro e deu uma bofetada de luva branca à armada espanhola.
Rossi na classificação geral soma agora - 58 pontos, aproximou-se de Lorenzo que tem - 65 pontos e de Márquez com - 82 pontos.
O próximo Grande Prémio é em França entre 6-8 de Maio e vai ser escaldante. Basta um da frente cair ou ter um mau dia e a aproximação de Rossi será evidente.
Por esta corrida, Rossi mostrou galardões que se quer retirar, mas antes, voltar a ser campeão.
Rossi afirmou no final da corrida: "esta corrida faz-me ser optimista". E, a nós que o apreciamos e seguimos também.
Rossi é alguém que contribui para que muita gente goste de motas e siga corridas de motas. Li algures a semana passada que a saída de Lorenzo para a Ducati, só por si não é um problema. Rossi mesmo não vencendo, por vezes, faz com que se venda muito mais motas do que qualquer um dos outros pilotos.
A sua popularidade arrasa a concorrência, mas isso não é um problema seu. Lorenzo e Márquez é que não gostam, mas enquanto Rossi por lá andar, têm que ter paciência, são ofuscados pelo maior piloto de todos os tempos e, serem figuras secundárias.
O maior problema dos espanhóis é que Rossi tem um passado de campeão e um presente de possível campeão e eles não aceitam isso. São muitos anos no topo.
Todavia para a MotoGP e para a modalidade, per si, esta vitória foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. A sua maturidade faz com que as suas vitórias sejam celebradas de outra forma, sem exageros, mas o espectáculo que monta à sua volta é sempre uma atracção para os seus fãs ao redor do mundo. Os seus triunfos têm algo de especial para quem gosta de motas. O carisma não tem idade.
Até 8 de Maio, para mais uma corrida, desta vez, em França.
*artigo escrito ao abrigo do antigo AO
