Joaquim Jorge

Joaquim Jorge Fundador do Clube dos Pensadores

Verstappen campeão

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A Fórmula 1 precisava desta vitória de Verstappen. A hegemonia da Mercedes tem sido avassaladora e tornou a Fórmula 1 monótona, cinzenta e previsível.

Estava farto da Mercedes, melhor carro e do seu director, Toto Wolff, austríaco, estilo nazi, arrogante e com mau perder. Disto safa-se Hamilton, mas já venceu sete grandes prémios. Verstappen vencer um é muito bom para o interesse da Fórmula 1. Teve muita sorte, mas mereceu este ano ser campeão.

Se, porventura não tivesse havido o despiste de Nicholas Latifi, Verstappen não teria sido campeão, estava com um atraso significativo em relação a Hamilton. E, a não menos, inestimável ajuda do seu colega de equipa, Sergio Pérez que retardou o avanço de Hamilton e permitiu a aproximação de Verstappen.

Eu compreendo que a Mercedes e Wolff  teriam gostado que a corrida terminasse atrás do safety car como em SPA, mas o director da corrida Michael Masi decidiu que haveria uma volta final. O relançar a corrida na última volta não podia ter sido mais fascinante para este desporto.

Wollf, como sempre, não aceitou a derrota e estava incrédulo com o que estava a acontecer e interpôs dois recursos: um porque Verstappen supostamente ultrapassou ( alguns milímetros) Hamilton;  outro porque alegadamente houve carros dobrados que passaram o safety car e outros não. E, insinua fazer um apelo à FIA.

A raiva com que ficou e o atirar os auscultadores ao chão só o definem como é –  mau perder e arrogante quanto baste.

Os seus recursos não foram aceites pelos comissários.

Todavia, não podemos esquecer a manobra dúbia de Hamilton, que não é um santo, na  primeira volta na curva 5 ao ver Verstappen  tomar a dianteira e seguiu pela escapatória. Não foi uma manobra correcta e não foi penalizado por isso, pois nem sequer foi investigada.  Por exemplo, no Brasil Verstappen foi investigado.

Foi muito digno o cumprimento de Hamilton a Verstappen, assim como, do seu pai. Estão criadas as condições para o próximo ano termos dois rivais à altura um do outro e um campeonato competitivo, interessante e apelativo. Hamilton com 36 anos ainda está aí para as curvas e quererá com certeza sair com oito campeonatos do Mundo e Verstappen, com 24 anos, tem um futuro promissor à sua frente.

Verstappen é um digno vencedor pelo que fez esta temporada e, pelo acerto na troca de pneus em Abu Dhabi. Uma corrida que perdurará na história da Fórmula 1. Incrível, com um final apoteótico!

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