Há erros e erros...
O futebol está a evoluir. A forma de arbitrar os jogos, com a inserção do vídeo-árbitro, também evoluiu e, diria, melhorou muito. Consequentemente, a margem para se aceitarem alguns erros diminuiu. Temos de, no entanto, saber separar as coisas e os erros: a falta que originou o lance que deu a vitória ao Benfica contra o Marítimo foi um erro de arbitragem ‘normal’. O VAR nada poderia fazer. A infelicidade do árbitro e da partida foi o facto de daí ter nascido uma nova jogada que acabou por decidir o jogo. Já o lance do golo de Pote (no triunfo do Sporting frente ao Moreirense) é um erro menos fácil de perceber. Considerando a velocidade e confusão do lance, percebe-se a falha do árbitro em campo. Já o vídeo-árbitro poderia e deveria ter detetado o toque da bola no braço. Cada vez menos o futebol vai aceitar e perdoar estes erros dos vídeo-árbitros. Ainda sobre a evolução do futebol, nota de destaque para a árbitra francesa Stéphanie Frappart que, hoje, fará história ao ser a primeira mulher a dirigir um encontro da Liga dos Campeões (Juventus-Dínamo Kiev). Em sentido oposto, acompanhei de perto o impacto que uma resposta dada por Jorge Jesus à Rita Latas, jornalista da Sport TV, teve na mesma. Profundamente desadequado, injusto e pouco ético. Este é outro tipo de ‘erros’ de que o futebol não precisa.
