“Mova claramente”
"A bola entra em jogo logo que tenha percorrido uma distância igual à sua circunferência". Até perto do final do séc. XX era assim que a lei descrevia o momento em que a bola entrava em jogo num livre (fora da área do executante). Em 1997 passou a estar escrito que "a bola entra em jogo logo que seja chutada e se movimente", sofrendo depois um ajuste para "logo que seja pontapeada e se mova". Esta alteração aconteceu com o propósito de simplificar a letra da lei e a sua aplicabilidade. A bola ter de percorrer a sua circunferência (68 a 70 cm) era demasiado específico e limitativo para um jogador que, por exemplo, quisesse apenas dar um ‘toque curto’. Mas a essência mantinha-se: a bola estava em jogo quando, depois de tocada pelo executante, saísse do sítio onde estava. No entanto, principalmente em livres indiretos dentro da área a favor da equipa atacante, começaram a acontecer situações em que o executante dava um ligeiro toque na bola, fazendo com que esta ‘abanasse’ quase sem sair do local, para um seu colega rematar antes que a barreira avançasse. Porque a bola, mesmo sem sair do sítio, por vezes se movimentava ligeiramente, surgiu a dúvida sobre se essa forma de execução era legal. Assim, em 2016, o IFAB mudou a frase para "entra em jogo logo que seja pontapeada e se mova claramente". O objetivo: recordar o mundo do futebol de que na execução de um livre (e outros recomeços) a bola tem de se movimentar para fora do sítio onde está parada.
