Bruno Paixão

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Esta é a primeira oportunidade de escrever desde que começaram a sair notícias a associar o nome do Bruno Paixão ao processo ‘Saco Azul’. Aproveito para, de forma muito clara, deixar aqui a minha visão sobre este tema: não posso acreditar que o Bruno se tivesse deixado corromper e acredito que a Justiça irá esclarecer isso. Esta minha opinião não se baseia em qualquer sentimento de corporativismo, mas sim no que conheço da pessoa. No entanto, partilho também o meu desejo de que este e todos os casos de possível corrupção sejam investigados até às últimas consequências e que todos os culpados, sejam eles quem forem, sejam castigados de forma exemplar. No meio de todo este circo mediático ficámos a saber das condições financeiras precárias nas quais o Bruno se encontra. Quem anda na arbitragem sabe que o caso dele não é único. E há duas razões principais para chegar a este ponto: não ter sabido gerir os rendimentos que auferiu (falta de literacia financeira e de planeamento pós-carreira) e ter sido vítima de uma frágil/falsa profissionalização que não dá qualquer segurança e proteção financeira aos árbitros no ativo e no pós-carreira. Estes são graves problemas sobre os quais a APAF e a FPF têm a responsabilidade de refletir e atuar de forma a evitar mais casos destes.

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