Um bom futebol

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Foram nove as agressões a árbitros no último mês. Três delas aconteceram neste fim-de-semana. A culpa não é, como já li, da pandemia nem da guerra. A culpa é, em primeiro lugar, individual e de cada um dos agressores que, por serem pessoas mal-formadas ou por não terem conseguido controlar-se num mau momento, tiverem um comportamento que a sociedade não pode tolerar. Agressões aos árbitros, normalmente em escalões mais baixos, não é uma questão de agora. É recorrente. Agrava sempre que, e agora passamos para o segundo nível da culpa, no futebol profissional começamos a assistir a discursos provocatórios e/ou acusatórios. Discursos vindos normalmente dos clubes mais mediáticos, que acabam por ser o principal combustível para uma fogueira que destrói o que de bom o futebol, a todos os níveis, nos deveria dar: o prazer de jogar, arbitrar ou ver o jogo. Apenas os verdadeiros intervenientes do jogo poderão, algum dia, acabar com a violência (incluindo a verbal) a que assistimos. Não é uma greve dos árbitros que vai resolver alguma coisa. Quando jogadores, treinadores e árbitros se unirem verdadeiramente podem acabar com as agressões, ameaças, insultos racistas, tochas nos estádios, entre muitas outras coisas. Sem estes intervenientes não há futebol. Apenas com eles unidos e empenhados, pode haver um bom futebol.

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