Guerra, glória e honra
“Glória aos vencedores, honra aos vencidos” é uma frase tantas vezes usada no desporto mas que, com uma rápida busca na internet, percebemos ter origem na Antiguidade Clássica e ter servido tanto o contexto desportivo (Jogos Olímpicos da Antiguidade) como o da guerra. Na história, ficou mais associada a guerras como as Napoleónicas, entre outras, do que à evolução do desporto. A razão por que a uso neste artigo de opinião, após o término da Liga, é simples: para frisar que vivemos mais um ano de guerras no nosso futebol. Insultos, ameaças, mentiras e muitos outros comportamentos pouco éticos foram triviais a cada jornada. Agora que a “guerra” acabou, parece mais fácil a todos os intervenientes dizerem “glória aos vencedores, honra aos vencidos”. Mais fácil porque sabem que é verdade, porque já não vão alterar o curso da guerra. Porque, em boa verdade, é o correto e verdadeiro. O que não deixa de surpreender é que, ano após ano, isto se repita. Muita guerra infame fora das quatro linhas que, maioritariamente, não altera a justiça do que acontece dentro delas. Então por que temos de andar sempre neste estado de conflito, que só prejudica a imagem do nosso futebol? Vou acreditar que, para o ano, por esta altura, possa estar a escrever sobre glória e honra sem estar a olhar para uma época de guerras. Sonhar não custa.
