Premium 04 fevereiro 2021 - 00:43

Desconfiar da tecnologia

Arbitragem sem filtros

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A tecnologia falhou e o VAR falhou ao confiar cegamente na tecnologia. Falo de um golo mal anulado ao Sp. Braga e que, inclusivamente, motivou (bem) um esclarecimento por parte do CA da FPF. Ricardo Horta surgiu isolado e marcou, o assistente validou, considerando que o jogador do Sp. Braga partiu de posição legal e, depois, o VAR anulou o golo por fora-de-jogo. As imagens deixam poucas dúvidas sobre a legalidade, mas um erro na calibragem das linhas fez com que fosse apresentada ao VAR a informação de que o jogador estava 1,18 m adiantado quando na verdade estava 1,18 m atrasado. A tecnologia não é infalível e esta, parece-me, deverá ser a grande (re)aprendizagem que deve resultar deste ‘caso’. Os árbitros, pelo menos os mais antigos, não confiam cegamente no sistema de comunicação áudio que usam. Em lances de possível fora-de-jogo, e mesmo sabendo que podem receber essa indicação no seu auricular por comunicação do seu assistente, tendem a olhar para este a verificar se a bandeirola está ou não no ar. Se lhes pareceu ouvir algo mas ao olhar virem a bandeirola em baixo, em princípio não apitam. Esta ‘desconfiança’ tem de acontecer com os VAR e as linhas virtuais. Apoiar as decisões na tecnologia sem se demitirem de ter um olhar crítico sobre os resultados que lhes são apresentados nos monitores.

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