Esclarecer para educar

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A arbitragem está debaixo de fogo e é importante, para o presente e futuro do nosso futebol, que alguém a defenda. Esse alguém tem de ser a própria estrutura e órgãos da arbitragem: Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) nuns assuntos e Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol noutros. E que não se confunda a expressão ‘defender a arbitragem’ com ‘defender os erros dos árbitros’. São coisas diferentes. Têm acontecido alguns erros graves de árbitros e de vídeo-árbitros. É inegável. Mas, no meio do ruído provocado por estes erros, muitos clubes têm aproveitado para contestar e atacar arbitragens e decisões que até foram corretas. Se a estrutura de arbitragem ficar sempre em silêncio e deixar que todo o ‘barulho’ seja percebido e consumido pelos adeptos da mesma forma, estão a reunir-se as condições para que coisas graves venham a acontecer. Os árbitros têm de ser protegidos. As decisões sobre os lances mais marcantes têm de ser esclarecidas. Não digo justificadas! Esclarecer é explicar, à luz da lei e das instruções dadas aos árbitros, as razões pelas quais determinados lances foram bem ou mal decididos. E é preciso fazê-lo sem medos e de forma estruturada. ‘Apontar’ o erro a um árbitro hoje é proteger e valorizar as suas boas decisões (que são a maior parte) no futuro

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