O que o futebol precisa
Os jogos grandes disputados na jornada passada – Sp.Braga-Benfica e Sporting-FC Porto – são daqueles que, à partida, sabemos que vão dar discussão à volta do trabalho dos árbitros. Dão sempre antes do apito inicial e é quase inevitável que acabem por dar após o final da partida. São verdadeiros testes à competência, segurança e maturidade dos árbitros nomeados, não só pelo que se joga dentro das quatro linhas, mas também por todo o ambiente que os rodeia. Quanto ao jogo jogado, ambos foram o que se esperava: intensos, equilibrados, com ambiente que não facilitou o trabalho das equipas de arbitragem e com lances que dão pano para mangas nas discussões pós-jogo. Felizmente Luís Godinho e Nuno Almeida, com importante colaboração dos seus colegas de equipa, corresponderam às expectativas e cumpriram. Estiveram à altura do desafio. Nos poucos erros que aconteceram, não houve nada que realmente tivesse impacto no jogo ou deixasse uma sensação de injustiça no ar. É disto que o futebol precisa. O que o futebol também precisa é de mais abertura por parte dos diversos intervenientes. Neste fim de semana, numa ação promovida pela Sport TV, alguns jovens tiveram a oportunidade de dar voz ao canal de televisão, entrevistando jogadores e outros intervenientes, acompanhados por repórteres de pista em cada um dos jogos grandes. Sem abertura por parte dos clubes, esta iniciativa não teria sido possível. Parabéns aos promotores desta ação e a todos os envolvidos. Parece Natal! Boas festas!
