Palhaços
Um penálti por sancionar (falta sobre Evanilson), dois amarelos mal exibidos (Coates e Palhinha) e outro por exibir (Evanilson) são, na análise que fiz, os ‘pecados’ maiores do trabalho de João Pinheiro. Comecei este artigo a destacar os erros de arbitragem do clássico para, primeiro, não ser acusado de corporativismo e, depois, porque esses erros acabaram por ser o menos grave que aconteceu no relvado do Estádio do Dragão. Durante o jogo foram entradas duras, provocações mútuas, simulações e discussão recorrente das decisões do árbitro. Depois do jogo acabar (!) foram agressões entre colegas de profissão, agressões de atletas a outros agentes desportivos, agressões de elementos estranhos ao jogo (mas identificados) a jogadores, entrada em campo de quem não tinha que o fazer... Sei que sou apenas mais uma voz, mas todas as vozes são poucas para exigir que o que se passou no Dragão não passe sem consequências. Não me refiro aos castigos a atletas e clubes, pois esses vão, naturalmente, acontecer. Refiro-me a medidas e mudanças estruturais no nosso futebol, nos regulamentos e na forma como todos os envolvidos neste negócio/espetáculo devem estar e valorizar o produto. No entanto, se quisermos ser os palhaços do futebol europeu, é só manter o nível deste FC Porto-Sporting.
