Qualidade e sorte
V. Guimarães-FC Porto e Benfica-Sporting foram os dois jogos grandes da jornada. Emocionantes, intensos, equilibrados e com bom futebol foram também jogos muito difíceis para o Nuno Almeida e o Artur Soares Dias, respetivamente, que tiveram de gerir essa intensidade e tomar decisões em lances difíceis e discutíveis. Estes árbitros são, sem qualquer dúvida, dois dos melhores que temos em atividade. A qualidade aliada à experiência permite-lhes estar à altura de qualquer jogo do futebol português. Com isto, não digo que não errem, já lá vamos, mas posso afirmar que este fim-de-semana, em jogos muito difíceis, fizeram arbitragens de elevado nível e sem influência na definição dos vencedores destes encontros. Olhando, por exemplo, para o que são lances de possível penálti, contabilizei, nestas duas partidas, cerca de oito ‘casos’. Quase todos de difícil análise e quase todos bem decididos. Quase. Em cada jogo aconteceu um erro grave (penálti por sancionar) que, felizmente para o futebol, acabou por não impactar na possibilidade de as equipas que seriam beneficiadas por esses penáltis (FC Porto e Benfica) ganharem os seus jogos. Quem conseguir olhar com algum distanciamento emocional e imparcialidade conseguirá admitir que FC Porto e Benfica tiveram muito mérito nas vitórias, mas também contaram com alguma sorte. Da mesma forma também o Nuno e o Artur tiveram grande mérito e qualidade no seu trabalho contando com a sorte dos seus erros não terem tido consequências gravosas para os jogos.
