Sem razão e sem protesto

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Hoje, apenas sobre o caso da jornada, vou tentar responder às duas principais questões sobre a decisão de reverter um penálti após comunicação via telemóvel entre árbitro e VAR. A primeira é: houve alguma violação grave do protocolo? As Leis de Jogo e o protocolo VAR prevêem que decisões factuais não precisam que o árbitro veja imagens para alterar uma decisão e que para as decisões subjetivas, como foi o caso, uma revisão das imagens seja frequentemente apropriada. A expressão "frequentemente apropriada" abre a possibilidade para que excecionalmente, como foi o caso, o árbitro possa reverter e alterar uma decisão apenas com base na informação que o VAR lhe passe via áudio. As Leis de Jogo e o Protocolo VAR deixam isso claro, sublinhando que a decisão final deve ser sempre tomada pelo árbitro tendo por base a opinião e/ou informação que lhe seja passada por um qualquer colega de equipa. Sobre a utilização do telemóvel ou walkie-talkie também está previsto que, em caso de falha nas comunicações, este meio possa ser usado no processo de revisão. Pouco ou nada habitual? Sim. Legal? Também. A segunda questão que se tem posto é: a decisão de reverter o penálti da forma como aconteceu poderá configurar motivo para protesto de jogo? A resposta é curta: não. As Leis de Jogo salvaguardam que "um jogo não será invalidado por: motivo de avaria na tecnologia VAR (...) ou revisão de situações/decisões não passíveis de revisão". Assim, mesmo que o árbitro não pudesse fazer o que fez, nunca tal "erro" motivaria um protesto de jogo bem sucedido.

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