Um "não caso" de arbitragem

Sporting-Benfica é o clássico eterno, capaz de suscitar sempre grandes paixões e, tantas vezes, grandes discussões, sobretudo no que à arbitragem diz respeito no pós-jogo. O dérbi do último domingo foi, para mim, um dos melhores dos últimos anos. Teve intensidade, golos, golos anulados, oportunidades, lances exigentes para a equipa de arbitragem, boas decisões e um comportamento globalmente positivo dos jogadores. Em boa verdade, muito daquilo que devia ser regra nos jogos desta dimensão. Infelizmente, neste pós-jogo, a discussão tem-se centrado num não caso de arbitragem, alimentado mais pela procura de audiências e cliques do que pela vontade séria de esclarecer. Porque este espaço é curto, vou ao essencial: o facto de Schjelderup ter entrado na área antes da execução do penálti e, depois disso, ter jogado a bola, só levaria à repetição se essa ação tivesse impedido um adversário de marcar, de tentar marcar ou de criar uma oportunidade. Não existindo ali nenhum jogador do Sporting em condições de o fazer, não há motivo para repetir. A questão é simples, com pouca margem para interpretação. E quando uma questão é simples, complicá-la artificialmente não é análise: é ruído. E quem o faz, para lá do que a lei claramente prevê, ou não sabe do que fala ou não está a ser intelectualmente honesto.

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