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José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Dérbi capital define futuro

O ano de 2017 não podia terminar pior no que ao futebol diz respeito. Depois de tudo aquilo que tem dado pano para mangas, e parece não ter fim à vista, só faltava mesmo haver futebolistas arguidos porque se venderam para perder… no país do campeão europeu. Tendo em conta que os presumíveis vendidos representam (ou representaram) um clube respeitado e cumpridor como é o Rio Ave, que mais nos acontecerá? Sim, só falta mesmo os jogos em Portugal serem dirigidos por árbitros estrangeiros, mas para lá se caminha ou não seja a chegada ao edifício federativo de David Elleray (aplaudo a decisão de Fernando Gomes) um bom indício… Mesmo assim, pontapés daqui, cotoveladas dali, a bola continua a rolar e a seguir às decisões da Taça da Liga hoje e amanhã, o país futebolístico já está a olhar para a noite de quarta-feira na Luz. E este dérbi, como tantas vezes defendo, será capital para os rivais de Lisboa e para a Liga. Porque se o Benfica perder fica mais longe do penta, porque se o Sporting perder passam a ser dois a perseguir o FC Porto, porque se houver empate continuam a ser os portistas quem mais lucra. E nesse quadro, que resultado mais interessa a Sérgio Conceição e seus pares? Não me espantaria se fosse o triunfo encarnado, mas duvido que a nação portista o assuma. Ou seja: muito do futuro da Liga passa pela Luz, até no que diz respeito ao futuro de Rui Vitória.

Harry Kane é uma das figuras do final de 2017. Porque ao contrário do que é habitual marcou mais golos do que Ronaldo ou Messi: 56. E isso é bom para o futebol e bom para 2018!

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Por José Manuel Freitas
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