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A única pergunta que tem cabimento nesta altura do ‘campeonato’ é a seguinte: há condições de poderem avançar as competições profissionais de futebol na época 17/18? Para mim, não, para eles, sim, os que dizem que esta é uma indústria que deve ser preservada e melhorada. Como se viu no final de mais uma AG da Liga… Como é possível, então, pensar-se em futebol jogado – aquele puro, que também tinha armadilhas mas que não nos chegava, está morto e enterrado – quando a toda a hora somos bombardeados (e isso temos, forçosa e quase unicamente, de comentar) com tráfico de influências, promiscuidade, corrupção, ou indícios de tal, favorecimentos, cunhas ou solicitações de toda a espécie? Mais adulteração da verdade desportiva, títulos retirados, descidas de Divisão e e-mails. Diz-se que montanhas deles e que o melhor (pior…) está para vir. E, depois, os árbitros. Quem os lidera, os parentescos, os observadores, as notas, sem esquecer quem diz que influencia e a impugnação que está a caminho… Dizem que é uma indústria. Até pode ser, mas com tudo aquilo que se vê e os três grandes sistematicamente ‘à porra e à massa’ existem condições para haver competições? Parece-me que não, mas será debaixo de um fenomenal clima de suspeição que a bola vai rolar. Infelizmente. A não ser que MP e CD façam horas extraordinárias…
Pelo meio, ainda há evasão fiscal, jogadores, clubes e empresários investigados, tribunal à porta, ameaças de prisão. Mas porque o futebol jamais será um mundo à parte… a verdade, acima de tudo!