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José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Efeito BdC? Ou efeito JJ?

A época futebolística – porque a das polémicas está em ‘banho-maria’ e não terminará mesmo que haja decreto emanado de Belém – vive período de decisões e, num repente, ficou virada avesso. Quando tudo indicava que o Benfica tinha o penta à sua mercê, eis que o FC Porto venceu na Luz – incompreensíveis as cenas de violência nos arredores do recinto no final do clássico – e, ao assumir a liderança da Liga, parece agora mais perto de colocar ponto final no jejum; os dragões estavam em vantagem na caminhada para a final do Jamor, mas um Sporting humilde, raçudo e muito unido mostrou estar vivo e garantiu presença na tão deseja decisão, onde terá por parceiro o Aves – o Caldas merece toda a simpatia de quem gosta de futebol.

E porque os leões sobreviveram a dias muito complicados já se ouve dizer nas tertúlias que foi importante o puxão de orelhas aos jogadores. Sinceramente, não me parece. Até porque deu para perceber que os jogadores continuam magoados com o líder e não será tão cedo que haverá fumo branco no balneário. Tenho para mim, isso sim, que a dialética de Jorge Jesus foi fundamental no estado de espírito do grupo. É frequente ouvir dizer-se nos ‘mentideiros’ que os jogadores estão saturados do discurso de JJ, mas esta história tem barbas e quando se pergunta a alguém que com ele tenha trabalhado se deixou marcas… está Silas para o confirmar. Portanto, o que me parece é que existe um pacto de não agressão e no final da época se verá. Sim, porque a saída de Bdc… já era.

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Por José Manuel Freitas
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