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José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Fejsa, Bessa verniz estalado

O Benfica de Rui Vitória soma, em todas as provas, 82 vitórias (mais 14 empates e 16 derrotas) em 112 jogos, 58 delas na Liga e 8 na Champions, marcou 172 golos e sofreu 43. O Benfica do tetra, em 132 jogos, venceu 104, empatou 17 e perdeu apenas 11. Estarão, então, os encarnados em crise ou trata-se apenas de um solavanco no saudável hábito de vencer? Vou pela segunda hipótese, mas é inegável que a qualidade exibicional baixou imenso, de forma mais notória no confronto com o Portimonense, dando até a ideia de uma equipa desgastada. Tão cedo? Obviamente isso preocupa a nação benfiquista. Mas baixou porquê? Um jogador não faz uma equipa, mas Fejsa é o barómetro do grupo e, depois, nem tudo o que luz é ouro. É que não se substitui do pé para a mão jogadores como Ederson, Nélson Semedo e Lindelof, e, muitas vezes, entre ter dinheiro (ou pagar dívidas) ou uma equipa forte… É neste quadro, pois, que surge o jogo no Bessa (Boavista com treinador novo, como aconteceu antes de Moreirense e Estoril na época passada), onde perder pontos – para mais se FC Porto e Sporting continuarem a vencer – pode deixar muita gente de cabelos em pé e com as orelhas a arder.

Paralelamente, os dois últimos desempenhos deram espaço a alguma intolerância por parte de Rui Vitória. O jornalista tem a missão de perguntar, quem está do outro lado tem muitas formas de responder. E, sinceramente, acho que o verniz do técnico benfiquista ficou riscado. Quando se ganha é sempre mais fácil. Até o discurso…

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Por José Manuel Freitas
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