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Jogo limpo. Deve ser esse o farol do Desporto. Seja qual for a modalidade. Sei que não é, nem nunca será assim. Por isso sou visceralmente contra quem se dopa; não concordo, a existir, com o tão badalado ‘jogo da mala’ - garantiu-me quem sabe, que é corrupção mesmo um incentivo a terceiros para ganhar; sou contra jogadores ‘batoteiros’: que queimam tempo fazendo-se lesionados, ou que inventam penáltis ou marcam livres longe do local assinalado pelo árbitro; e, reconhecendo as minhas fragilidades, sou contra a incompetência, concretamente de árbitros que – não encontro outra expressão – ‘decidem’ jogos e têm responsabilidades no resultado final. É por isso que no final desta Liga não haverá espaço para uma frase nossa conhecida – a de que as penalizações aos grandes são niveladas. Impossível, mesmo, pois o FC Porto lidera a tabela das justificadas queixas, tantos foram os castigos máximos por assinalar a seu favor. Ao ponto de poder afirmar com segurança que concretizada a maioria – e vistos os prejuízos dos rivais – seria o Dragão a mandar na Liga. Como outros teriam mandado em outras Ligas. Nessa medida, merece reflexão exaustiva aquilo que a que se assiste. Em defesa do jogo limpo. E para que a indústria não se desmorone!
Caiu mais um treinador, que muito prometia, Jorge Simão, abrindo a porta a outro prometedor, Abel Ferreira. Escapam apenas cinco desde o início de temporada, mas pelo que me contam nem todos estão seguros na próxima. No chicote, Portugal ganha de goleada.