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Desde que me lembro, sempre tive um carinho e simpatia muito especiais pela Seleção Nacional de futebol. E sei onde começaram esses afetos, era eu garoto de 11 anos: no dia em que no Estádio das Antas assisti a um Portugal-Checoslováquia, jogo que garantiu a presença lusa no Mundial-66, competição que bebi em todos os segundos a que tive acesso. Ao tornar-me jornalista deram-me a hipótese de ter estado em dezenas de jogos de Portugal, nas mais diversas competições, e do carinho e simpatia passar ao amor. Fiquei, à minha maneira, contente com o triunfo no Europeu - achava isso impossível, mas como o futebol nem sempre tem lógica… - e espero repetir essa satisfação na Taça das Confederações. Porém, como sempre fiz ao longo da vida, não escondo convicções. Até posso estar errado, mas são as minhas convicções, nunca sopradas. E também respeito as convicções dos outros, desde que não sejam autoritárias. Por força do cargo ou por se estar de barriguinha cheia. Fernando Santos é ótimo treinador, conseguiu com as suas ideias e jogadores focados um resultado fenomenal no grande triunfo francês, mas deixou (parece) de saber conviver com as críticas. Sim, ele é o todo-poderoso, com ele será como quer, mas nem todos serão obedientes ao «sim, senhor selecionador». Quando for caso disso, sem pôr em causa aquilo que tanto quer como eu, cá estarei. A não ser que me tapem a boca…
Chamem a polícia, pois passamos dos e-mails para os sms. Pior que isso: começou a devassa da vida privada de alguns. Para onde caminha o nosso futebol…