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O meu amigo Luís Freitas Lobo, companheiro de milhões de horas a ver e falar de futebol, tem uma frase que vou usurpar para este escrito: "O futebol em estado puro". Foi tudo isso que aconteceu em Turim na noite da última terça-feira, a começar pela entrada no Olimpo daquele que é, sem dúvida absolutamente alguma, o mais excitante futebolista da atualidade, quiçá, já o melhor de sempre da história do jogo, sua alteza D. Cristiano Ronaldo. Aquele momento único até permitia que a história do jogo se resumisse a esses escassos segundos de puro deleite. Mas não! A noite de Turim teve, diria mais uma vez o meu querido Luís, esse futebol de que tanto gostamos, em estado puro. Porque Juventus e Real Madrid, cada um com as suas armas, deram um belo recital futebolístico e, depois, ver a plateia transalpina rendida à arte do genial CR7 foi dos momentos mais enternecedores, se me permitem a imagem, nesta já longa carreira. Ronaldo correspondeu com a humildade própria de um gigante, mas ver de pé o tributo de gente que sabe de futebol fica para a história do fair play!!! E como qualquer ópera, peça de teatro ou filme de Martin Scorsese, a noite acabou em apoteose, com o segredinho do grande Buffon ao herói da noite, seguido da oferta daquela camisola, uma das últimas para o seu museu. Para mais tarde recordar!
Por cá, a Liga mudou de líder. O FC Porto espalhou-se em Belém - o Sporting também não passou em Braga - e o Benfica, sempre à espreita, já está em lugar de penta. Confirmá-lo-á? Vêm aí seis jornadas que mais parecerão 60…