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Em tempos demasiado crispados, como são aqueles em que vive o futebol português – parece-me, só isso, que o presidente do Sporting está, estrategicamente, a ver as coisas ao contrário, embora deva reconhecer que há comentadores que estão para lá dos limites da liberdade de expressão, sufragada, também, pelo almirante Pinheiro de Azevedo -, acordar com a notícia de que o vídeo-árbitro vai ser implementado já a partir da nova temporada é mais do que uma ótima notícia. É ir ao encontro de se criarem mais condições para que, como todos exigimos, o jogo seja o mais limpo possível, pois se vivemos tempos de sistemáticos avanços tecnológicos, não há forma de coabitar com a ‘bola quadrada’. Por muito que isso dane alguns puristas. E não estando tantas vezes de acordo com alguns decisões da FPF, quando merecem reparo da minha parte, como agora, não me furto a tirar o chapéu à decisão histórica de Fernando Gomes.
Ainda sem o apoio de um ferramenta que não vai resolver tudo mas pode ajudar – como será o futuro de todos os programas televisivos é uma boa incógnita… -, segue-se aquela que é, depois do que se tem visto, a jornada da Liga que tudo pode clarificar. Continuo a entender que é o Benfica quem mais perto está de voltar a ser campeão, mas nas contas do título a passagem por Vila do Conde é capital. Assim como a viagem do FC Porto aos Barreiros. Lamenta-se é que o Sporting do presente não esteja por perto. Mas é o que temos. Ainda sem vídeo-árbitro. Que se calhar fará falta no fim-de-semana…