À minha maneira

José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

CR7 passou a futebolista banalíssimo...

Tudo na vida tem um prazo. E o futebol, não escapa. Porém, cada vez vemos mais profissionais a prolongarem a carreira. Sejam Buffon, Casillas, Xavi ou Ibrahimovic. Por isso, quando por via da não atribuição de distinções se pretende "matar" a carreira de alguém que continua enorme... Direto ao assunto: tenho todo o respeito pelo futebol de Modric, acho-o um excelente futebolista, fez uma bela época é verdade, e não estando em dúvida os prémios atribuídos – Iniesta e Pirlo bem os mereciam também… - pretender-se com essas escolhas menorizar a carreira de CR7, torná-lo banal, é pouco inteligente. Independentemente de continuar a achar Ronaldo o melhor da atualidade (respeito quem não concorda), se dúvidas houvesse já abriu a torneira dos golos em Itália. Mas, sempre desconfiado com algumas evidências, só espero que a sua saída do Real Madrid nada tenha a ver com a realidade. Até porque Florentino Pérez (espero que sem cinismo) já afirmou que o Bernabéu será sempre a casa de CR7… Mal feito fora.

E é por isso que me cheirou a compromisso a atribuição do Prémio Puskas a Salah. Ok, não ganhas o melhor jogador, levas o melhor golo. Mas pronto, aceito que muita gente não goste de bicicletas. E até havia à escolha, pois a de Bale também sobe montanhas…

Tudo isto "em cima" dos desempenhos de dois jovens talentosos, de muitos que por aí andam: João Félix e Jovane Cabral. Futuros "The Best"? Desde que os treinadores não tenham receio em apostar neles… Modric, sem sofismas, também lá chegou…

EM ALTA

Luisão – O futebolista mais vezes capitão do Benfica (429 em 538 jogos) e com mais títulos (20), colocou um ponto final na carreira. Fica o legado de um cidadão e profissional de gabarito elevado.

Abel Ferreira – Não sou um indefetível do discurso, mas gosto de gente que promete e cumpre: o Sp. Braga joga mesmo para o título. E tomara outros terem o seu plantel

Sérgio Oliveira – Não é tanto pelo golo em Setúbal, mas pela atitude (de quem soube ficar de fora) e qualidade do seu jogo. Com lugar garantido no "hall of fame" da Liga.

João Moutinho – Titular indiscutível do sensacional Wolves marcou pela primeira vez esta época. No saboroso empate (1-1) em casa do MU. Ou seja: está para as curvas.

Daniel Carriço – Seis épocas em Sevilha, 124 jogos, muitos deles a capitão, regressou aos golos 32 meses depois. Na estreia a titular na Liga, no terreno do Levante.

José Fonte – Está de volta ao primeiro plano, agora pelo Lille, confirmando-se que não devia ter apostado naquela equipa chinesa, Dalian Yifang.

Ruesga – O seu golo foi à CR7, mas mais importante foi a vitória do Sporting, na Rússia, em casa do Chekhovskie Medvedi. Na Champions… é obra. Das muito grandes!

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