Derrocadas... e remontadas

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Admito, como defende Rui Vitória, que a derrocada em Dortmund não deixe grandes marcas no plantel encarnado, porque o leque de escolhas que tem à sua disposição é sumptuoso para o quadro interno, mas, para quem chegou em vantagem à Alemanha e no final do segundo jogo mirou o ‘placard’, não creio que não sinta algum desconforto, até porque em determinada altura se percebeu que sim, que era possível. Só que o futebol é muitas vezes traiçoeiro e acabou por ser o tão badalado lance de Cervi que fez acionar a campainha de alarme amarela, pois a partir daí o Benfica não aguentou a pedalada contrária e Aubameyang acertou as contas falhadas em Lisboa. Já uma derrota que deixou marcas garantidas, e profundas, a ponto de ficar sem espaço para no futuro se perfilar novamente como opositor a quem vai continuar a liderar, foi Pedro Madeira Rodrigues. Começou bem, mas não podia ter acabado pior. Sem propostas que pudessem fazer balançar os sócios e com vários tiros nos pés – despedimento de JJ, alternativa credível a este e dizer não à entrevista à Sporting TV -, cedo se percebeu que estava condenado ao insucesso. Porém, isso não era motivo para ser achincalhado pelo reeleito presidente. Enfim, um estilo muito brejeiro, já feito discurso…

Quanto a ‘remontadas’, a do Barcelona frente aos ricaços de Paris entra na história – procurei alguma do Real Madrid, mas a mais parecida foi virar, na Taça UEFA de 1-5 em Monchengladbach para 4-0 em Madrid –, e gostava de a ver repetida em Turim, pelo FC Porto, e que o mesmo se passasse com o Monaco frente ao Manchester City. Pelo que têm feito no Principado, Leonardo Jardim e ‘ses garçons’ mereciam.

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