E se Lage tem chegado mais cedo?
Já não restam grandes dúvidas de que existe um novo Benfica. Como já tinha ficado provado, mesmo antes da deslocação a Alvalade – cinco vitórias consecutivas na Liga – e até no desaire na meia-final da Taça da Liga, em que se preferiu deixar para segundo plano a qualidade dos intervenientes. Obviamente, tendo em conta o passado e que os encarnados deram uma valente varredela no balneário, o mérito é quase todo de Bruno Lage. Mais do que o regresso ao 4x4x2 ganhador dos tempos de Jorge Jesus, o fundamental é que o jovem técnico assumiu discurso afirmativo, não tem ligado a nomes, criou uma dinâmica competitiva elevada – há quem diga, como Gabriel, que a mudança começou na intensidade do trabalho… - e apostou naquele que, se me é permitido, é o JVP dos tempos modernos: João Félix! Tudo o que se possa dizer agora deste jovem futebolista de exceção não me surpreende. Ou seja: há um Benfica novo em torno de um miúdo que joga que se farta. Esse terá sido dos maiores pecadilhos de Rui Vitória.
