Geringonça ‘made in’ Sporting
No dicionário da língua portuguesa, geringonça pode ser “uma construção pouco sólida e que se escangalha facilmente”. Já no léxico político, a tal geringonça (que teve por patrono o irrevogável Paulo Portas, em dezembro de 2015, no Parlamento) foi a solução encontrada na legislatura anterior para que Portugal voltasse a sorrir, enterrando de vez a “troika” e fazendo desaparecer – alguns só agora – figuras que pareciam ter vindo para ficar eternamente. Transposta para o plano desportivo esta solução de sucesso (politiquices à parte) e olhando, friamente, o que se passa no conturbado mundo leonino, não podiam várias tendências tentar contribuir para a implementação de uma geringonça ‘made in’ leão? Aceitando-se que o problema não se resolve com o clube a ir às urnas sistematicamente sempre que uns quantos não gostam da liderança – por muito questionada que seja, como a atual – há condições, ou não, para a existência de um acordo de princípio?
