Record

À minha maneira

José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Maradona, meu ídolo!

Diego Armando Maradona, cidadão argentino, de 57 anos, continua a ser até aos dias de hoje o melhor futebolista que vi jogar. Ok, há Cristiano Ronaldo, a quem junto Messi e Neymar, mas em tempo de Mundial as primeiras imagens de outros Mundiais fazem sempre a primeira paragem no México’86, onde o Pelusa levou a Argentina ao título – e por isso olho sempre para o seu selecionado, Sampaoli à parte, com muito carinho – e depois no EUA’94, primeiro Campeonato do Mundo do meu orgulho, onde também vivi a primeira desilusão: tinha apostado comigo próprio que chegaria à fala com o craque, mas aquele controlo antidoping deixou-me com uma lágrima ao canto do olho.

Sim, ainda hoje aceito que seria muito difícil arrancar-lhe uma palavrinha em exclusivo, mas tinha de tentar. Apesar de tudo, Maradona continua a ser um ídolo para mim, embora as imagens que nos têm chegado da Rússia ofuscam completamente aquele foi um futebolista fenomenal. "O que não teria sido eu como jogador se não me tenho metido na droga", disse Diego a Emir Kusturika, realizador do filme da sua vida. Pelo que se vai vendo e ouvindo…

Portugal joga a continuidade no Mundial amanhã frente ao Uruguai. Pelo que se tem visto, recuso-me a considerar o campeão da Europa favorito. A não ser que aconteça uma mudança radical na forma de jogar. Por muito que me digam o contrário está-se sempre mais perto da vitória quando se joga melhor. Mas, pronto, o que desejo é ver Portugal vencer e que Fernando Santos continue tranquilinho em Kratovo, no domingo.

E por achar que o selecionado está longe de jogar aquilo que a qualidade dos seus jogadores justifica, antes que seja tarde, deixo aqui uma palavra de muito apreço a Bernardo Silva. Para mim tem sido ele o mais prejudicado com o futebol rudimentar que a equipa tem produzido. No dia em que o jogo luso for de ataque, ele estará na primeira linha.

Um bom exemplo para Portugal chegou da Alemanha. Mesmo possuindo um naipe de futebolistas de eleição ficou provado que nomes e títulos não ganham jogos. É preciso dar tudo a todos os níveis e, por vezes, deixar que os futebolistas se libertem de todas as amarras que os treinadores lhes colocam.
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