À MINHA MANEIRA

José Manuel Freitas
José Manuel Freitas

Uma Liga muitíssimo empobrecida

A mais empobrecida Liga das últimas temporadas, no que à qualidade individual diz respeito, arranca na noite desta sexta-feira. Depois de ontem se ter engalanado para receber o Fenerbahçe, a Luz volta a abrir portas para dar o pontapé de saída na mais importante competição nacional, aquela que dentro de 10 meses dirá se o FC Porto manteve o título ou se outro rival reassumiu a primazia – o adversário é o Vitória minhoto, de quem se espera muito, mas que não podia ter começado da pior maneira ao ser afastado no castelo, da Taça da Liga, pelo Tondela liderado por um treinador que não me canso de valorizar, Pepa – e embora seja evidente o otimismo de Pedro Proença, ao falar em agregação, o que mais interessa ao adepto é a qualidade das equipas, dos jogadores, do jogo em si, e não se os dirigentes passam a maior parte do tempo às bicadas.
Mesmo sem haver certezas absolutas quanto às saídas de Jonas (duas vezes melhor marcador em quatro épocas, 99 golos na Liga, num total de 122) e de Marega, que me parece não estar a ir pelo melhor caminho para tratar do futuro (47 remates certeiros no campeonato, melhor marcador do campeão, com 22 golos), saídas que a verificarem-se são baixas irreparáveis, que dizer daquelas que estão confirmadas? Pode a nova Liga não ser a mais empobrecida dos últimos anos quando se viu partir Rui Patrício (327 jogos «ligueros» sempre a titular), William Carvalho, Gelson Martins, Podence, Ricardo Pereira, Marcano, Reyes, Diogo Dalot, Raúl Jiménez ou André Horta? Sim, houve entradas, muitas, como sempre. Mas tirando Nani, Éder Militão ou Ferreyra pode dizer-se que chegaram grandes nomes? E a qualidade não desceu à cave porque Bas Dost, Bruno Fernandes e Battaglia se decidiram por novos contratos. Percebo que o ideal para Pedro Proença era os presidentes de clubes, especialmente dos grandes, andarem de braço dado; pessoalmente sou como o comum dos adeptos, que prefere jogo de qualidade.
Deixando de lado as eleições leoninas, pois a água que vai correr sob as pontes dará para encher todas as barragens e aguardando que se confirme a vontade de alguns associados do Benfica em conseguir uma AG para tentar destituir Luís Filipe Vieira, volto à Liga para olhar para a continuidade de uma ferramenta que voltou a falhar, agora na final da Supertaça: o VAR.
Nem sequer se trata de embirração, mas como é possível o Conselho de Arbitragem ter dado emprego (e dos bons) aos quatro árbitros que foram despromovidos. Peço desculpa, mas não acredito que árbitros com tão pouca qualidade como a que tinham Bruno Paixão, Bruno Esteves, Vasco Santos e Luís Ferreira possam dar VAR de exceção. E depois não querem que se desconfie…

3
Deixe o seu comentário

Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade
apenas 1€ por mês
experimente sem compromisso e garanta o seu lugar na bancada da melhor informação deportiva.
  • conteudo record em qualquer sítio e a toda a hora
  • acesso no pc, tablet e smartphone
  • versão e-paper do jornal no dia anterior
  • conteudos exclusivos para assinantes
  • suplementos especiais

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.