20 anos
Já passaram vinte anos sobre a morte, em pleno relvado, de Miklos Féher, num momento em que estávamos em contagem decrescente para o Euro’2004, estava eu a iniciar o estágio de advogado. Mais do que destacar a carreira do jogador e que nunca nenhum atleta deveria morrer no exercício da sua atividade, gostava de realçar o clima de unanimidade que surgiu em torno do falecimento do malogrado jogador húngaro. As rivalidades foram colocadas de parte. Lembro-me, por exemplo, de José Mourinho e Dias da Cunha marcarem presença nas cerimónias fúnebres. Momentos de unidade como este deveriam ser mais frequentes e não deveria ser preciso que uma tragédia desta natureza acontecesse. O futebol português só teria a ganhar sem este ‘ruído’, ainda que seja claro que nas decisões chave, nomeadamente da indústria, as rivalidades são igualmente esquecidas e ainda bem, em prol do bem de todos.