Culturas e castigos
O castigo de dois jogos aplicado pela UEFA a Merih Demiral por ter festejado um dos golos que marcou à Áustria com um gesto que supostamente é um símbolo ultranacionalista, mais do que o castigo em si, é uma questão que me deixa a pensar. Tal como, por exemplo, acontece quando um jogador é admoestado com um cartão amarelo por tirar a camisola a festejar um golo, que como qualificou António Simões (há dias no 'Kick Off' da Liga Portugal) é a "única acção que não tem defeito no futebol". E digo-o porque, no meu entender, para haver a aplicação deste tipo de sanções tem de ser exigida uma intencionalidade significativa e não apenas um acto que, hipoteticamente, belisque, esta ou aquela cultura. Tudo isto mais não é que liberdade de expressão.