Uma questão de respeito

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Quem não respeita os outros, não pode esperar que o respeitem. Como acontece. Vem isto a propósito da última assembleia geral da liga, onde seria discutido o regulamento de competições, nomeadamente, a qualificação dos treinadores, para o exercício de funções. Regulamentação respeitada por todas as federações e por todos os clubes, com a exceção, pasme-se do futebol profissional, melhor dizendo, alguns clubes do futebol profissional. Nesta entidade, pretendem respeito das entidades oficiais, quando dão provas que a sua autorregulação é facciosa, traiçoeira e impraticável atendendo às habilidades jurídicas, tal como se verificou em mais uma, repito mais uma, assembleia do sindicato dos clubes, sem contraditório, a que, aqui sim, a assembleia da república, o governo, tem que por fim, através da alteração urgente do regime jurídico das federações desportivas. Mas, também não poderemos nem devemos ignorar o papel da F.P.F. que tutela a formação dos treinadores, em território nacional e representa perante a UEFA o protocolo assinado pelas partes, que vão sendo sistematicamente ignorados pelos Donos Disto Tudo, bem como do I.P.D.J. Percebemos que não há espaço, no mundo, para tanta hipocrisia e para tantas fraudes e sentimos que faltam vozes, mais e, porventura, até novas utopias para sentido regenerador. E aquela complexidade e esta angústia expressa-se por sinais. Perde-se o sentido da dignidade profissional. Não respeita outro, os outros. Não interioriza o reconhecimento pela concorrência e não pratica o agradecimento para com aqueles que nos trouxeram até aqui.

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