A 'satisfação' do treinador
A transferência mais mediática do ano, em Portugal, já foi anunciada mas ainda não concretizada. Pelos contornos publicamente conhecidos, não nos custa admitir que se venha a realizar e em meu entender, ainda bem, sobre todos os aspetos. É muito bom para um jovem, que fica com a sua situação financeira resolvida, para os pais que vêm o seu descendente com as portas escancaradas para o sucesso e sem problemas financeiros e ótimo para o seu atual clube que vai efetuar um encaixe significativo embora, fragilizando o potencial da equipa para futuros desafios. No final disto tudo há alguém a que este negócio não interessará muito, refiro-me necessariamente ao treinador, mas perante esta satisfação geral, que poderá fazer o treinador senão procurar soluções para o sucedido e no íntimo gozar da satisfação de também ter contribuído para que este sucesso se concretizasse. O treinador, não deixa de ser um gestor de recursos humanos, que evolui numa esfera de influências, como sejam o jogo, o clube (empresa) que serve, o público, os media, os parceiros, funcionando como uma ponte entre interesses comerciais e ambições desportivas.
