Acordos são fulcrais

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Finalizados os campeonatos de futebol, concentremo-nos, agora, na composição das equipas técnicas, na transferência de jogadores e nos locais de estágio, para melhor apetrechamento e preparação das equipas, por forma a corresponderem aos anseios e expetativas dos calorosos adeptos. O mercado, tal como o conhecemos, obriga, numa circunstância normal, à consensualização entre os clubes, à celebração de acordos. Um acordo contratualizado não significa a ‘vitória’ da nossa posição face à posição do outro. Não! É o resultado do encontro de vontades manifestadas e expressas, com cedências mútuas! É a ‘vitória’ daquilo a que chegamos, aproximando-nos da posição do outro. Há quem olhe para a ‘cedência’ e para o ‘entendimento’ como uma fragilidade, uma derrota. Alcançar um acordo é uma arte, uma vitória, principalmente numa sociedade desportiva cada vez mais complexa e vigorante. Não conheço melhor instrumento para lidar com os desafios do que o diálogo e a concertação.

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