Competência não é treta

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O possível é o futuro do impossível. Afinal, aconteceu taça. Sete equipas de escalões inferiores eliminaram outras tantas da divisão principal, sendo que três delas são do campeonato nacional de seniores, que devidamente escalonadas, poder-se-á dizer que são da terceira divisão. Não é inédito no nosso país tal acontecer. Contudo, também não podemos considerar uma normalidade, nomeadamente no que concerne a algumas equipas, que inclusivamente já ganharam a prova em questão. Por outro lado temos de ter em consideração que pelo menos uma equipa que participa nessa "terceira divisão" já conquistou a prova. Longe vão os tempos em que existia uma diferença acentuada entre as equipas da terceira e as do escalão principal, nem todas como é compreensível, já que este CNS é necessariamente um campeonato atípico, uma vez que jogado por 72 equipas, só duas têm acesso à divisão superior e 20 descem. É, por consequência, um campeonato desequilibradíssimo, atendendo que são alguns a jogar para subir, muitos para não descer e uma percentagem reduzida só para competir. Mas este é um problema da FPF e respetivas associações e em última instância da Assembleia Geral da FPF.

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