O futebol merece respeito
É comum verificar, com cada vez mais recorrência, um sem número de opiniões com muita autoridade, de vários profissionais que gravitam à volta deste fenómeno, acerca do que deveriam de ser as consitituições das equipas, a sua forma de jogar e mesmo as opções técnicas que os profissionais do treino adoptam. Muito mais apreensivo fico quando estas "opiniões" são proferidas por profissionais que desempenharam funções no treino, e/ou muito próximo.
De certo que alguns desses comentadores, por ventura, pensam que o Treinador comanda a sua respetiva equipa através de cordelinhos, onde manobra a seu belo prazer todas as movimentações dos seus elementos e até, quem sabe, as dos seus adversários. Acontece porém, que tratando-se dum jogo coletivo, como deveria ser do conhecimento geral, os atletas movimentam-se tendo em conta o objetivo da equipa, do setor, do subsetor e ainda individualmente para contribuírem para a perfeição, que sendo inatingível, não dispensa ninguém, muito menos os Treinadores e jogadores, e já agora dos comentadores, dum esforço diário para alcançar esse objetivo.
O trabalho efetuado diariamente nos clubes deveria merecer, da parte de quem observa e comenta, maior respeito pelos profissionais que tanto têm contribuído para o desenvolvimento do nosso futebol, quer a nível nacional quer a nível internacional. Não nos custa a aceitar, que nada no Mundo existe de tão perfeito ou tão errado, que não possa ser modificado, bem como aceitar que o futebol poderá não ser uma ciência exacta. O futebol é sim um jogo que deve ser aprovado e enriquecido por todas as ciências e por todos os métodos, inclusive de outras modalidades desportivas.
O futebol não é um desporto de elite, está disponível para todos, independentemente do tamanho, forma, cor ou credo. É um verdadeiro desporto democrata, que oferece valores educacionais, benefícios para a saúde, oportunidades sociais e desportivas. O futebol é um ótimo veículo para o desenvolvimento pessoal e desportivo. Merece respeito!
E o Treinador é a personagem mais solitária de toda a estrutura de um clube, sobretudo quando tem de gerir conflitos e, no entanto, está obrigado à generosidade, quando se trata de administrar os sucessos.
