Realismo e milagres
Vamos todos falar verdade, Sem exceção. As equipas portuguesas que participam nas competições europeias, nomeadamente os seus dirigentes e restantes agentes desportivos, têm vindo, duma forma frequente ,a assumir determinados objetivos para os quais não estão suficientemente preparados. É reconhecido e existem provas que os portugueses têm enorme talento para o desporto preferido no nosso país que é o futebol. Contudo, não podemos ignorar a capacidade financeira dos restantes países europeus, designadamente as ligas com mais poderio para quem transferimos os nossos melhores treinadores, os nossos melhores jogadores por verbas significativas e continuemos a competir com esses mesmos clubes que aliviam, e de que maneira, as nossas finanças. Para se ser realista é necessário acreditar em milagres, mas não com tanta frequência, se não até o próprio santo desconfia. A nossa prestação nas provas europeias não está distante da nossa realidade, porventura aqui e acolá pudéssemos estar melhor preparados para saber aproveitar algum percalço dos nossos adversários. Se pretendermos ter um futebol de mais qualidade temos que preservar os nossos melhores treinadores e os nossos melhores jogadores, por forma a constituir equipas consistentes e competentes para disputarem com esses ‘tubarões’ europeus os resultados e as classificações nessas competições.
