Um feito objetivo

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Quer seja na praia, na quadra ou nos relvados, os jogadores e treinadores portugueses vão exibindo a sua classe por esse mundo fora. Um país com a nossa dimensão, e falo de todos os aspetos, tem demonstrado ao mundo a sua enorme aptidão para este desporto tutelado, e bem, pela nossa Federação Portuguesa de Futebol. Afinal, ser campeão do Mundo mais que uma vez no futebol de praia, ser campeão da Europa em futsal e ser campeão da europa em diversos escalões no futebol, é um feito, que embora custe a reconhecer por algumas entidades, é objetivo. Não se trata de opiniões, trata-se isso sim, de resultados que estão à vista de todos quantos queiram estar atentos. Não duvidamos, que para existirem boas equipas é necessário existirem bons jogadores, mas também não temos dúvidas que para existirem bons jogadores são necessários bons treinadores. É a prática destes com os jogadores que transforma, ou não, o que se aprende e como se aprende. O que significa que a aprendizagem tem de ser contextualizada, planeada… e permanentemente enriquecida. O cientismo exagerado de alguns estudiosos, e o conservadorismo igualmente exagerado de alguns treinadores, só pode criar barreiras ao desenvolvimento do futebol. Não é verdadeira a afirmação de que a formação dos treinadores, ou de qualquer outro profissional de outras áreas, deva ser sempre resultante da permanência durante alguns anos em carteiras de madeira dura. Reconhecemos que esse esforço e dedicação ao estudo faz jus a um meritório diploma. Mas, será justo reconhecer que a constante e permanente prática de uma função possibilita experiência, competência e cultura que merecem crédito e respeito. O verdadeiro conhecimento é como a paciência, só o adquirimos, verdadeiramente, quando já não precisamos dele.

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