A esta hora ninguém faz ideia
O que aconteceu este ano ao Benfica não tem comparação com nada que alguma vez tenha acontecido ao Benfica em 116 anos de vida. Falamos de futebol, obviamente. No futuro, quem se der ao trabalho de recordar a campanha da equipa em 2019/2020 dirá, se quiser fugir ao dramatismo, que aquela foi uma temporada, enfim, atípica. O que já está a ser francamente menos atípico é o que nos chega do Brasil por via das notícias. O propalado regresso de Jorge Jesus ao Estádio da Luz vem sendo posto em causa por um desacordo entre o treinador e o presidente no que diz respeito à composição da equipa técnica. O treinador só virá, dizem os jornais, se puder trazer com ele a sua equipa técnica e o presidente considera que "o clube não precisa de tantos". Se precisa ou não precisa, ninguém faz ideia a esta hora. Mas esta historieta, tal como nos vem sendo contada, de atípica não tem nada. O que tem é comparação com o episódio do regresso frustrado de José Mourinho ao Benfica. Mourinho queria a sua própria equipa técnica e o clube queria outra coisa pelo que o Special One foi ser Special One para o Porto. Certo é que Jorge Jesus não irá para o Porto porque o presidente já disse que Sérgio Conceição "só sai quando eu morrer". Longa vida a todos, é o que se deseja.