A FPF aposta na resolução por inércia
O tempo voa. De repente, dou conta de que escrevo há quinze anos textos de opinião para o Record. É um compromisso semanal a que me dedico com gosto e que me calha aos sábados. Sou inteiramente responsável pelo que escrevo. Escolho os temas, trato-os como entendo que merecem e mando a minha colaboração pontualmente todas as sextas-feiras ao princípio da tarde juntamente com abraços de boa camaradagem porque foi assim que aprendi a fazer as coisas. Nunca nenhum responsável do jornal – diretor ou editor ou acionista – me sugeriu o que devia escrever ou me limitou a liberdade ou corrigiu uma linha em nome de interesses alheios ou contrários ao meu discorrer sobre fosse qual fosse o assunto. Entendo que é importante dizer isto hoje. Devem, com certeza, perceber porquê.