Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

A mente sã já não é mais aquela coisa

O IPDJ é o organismo estatal incumbido de velar pela aplicação daquele preceito imorredouro – "uma mente sã num corpo são". Num extravasamento das suas funções, o dito IPDJ condenou o playboy automobilístico Fernando Madureira a uma sanção que o interditou de frequentar recintos desportivos por um período de seis meses sem que houvesse mês algum em que Fernando Madureira não fosse visto a frequentar todo o tipo de recintos desportivo. A sua presença, ainda que interdita, foi providencial para que se evitasse uma catástrofe no Estoril quando antecipou o colapso, previsto para o ano de 2098, de uma bancada de betão. Veio agora o Tribunal de Pequena Instância do Porto dar razão ao esperável recurso de Madureira.

Ao IPDJ deu-lhe para gostar de poder castigar o presidente da claque do FC Porto a propósito de um cântico desgraçado sobre a tragédia da Chapecoense contendo uma referência vocal igualmente infeliz para o emblema de um rival. Também não deixa de ser verdade que não faltam cânticos desgraçados e de todas as cores nos nossos recintos o que só vem provar que a "mente sã" é já um atributo de minorias enfezadas. Faça-se, então, a justiça de reconhecer que nem o IPDJ, nem Madureira, nem o Tribunal do Porto podem vir a ser acusados de comportamento errático neste transe. Cumpriram-se as respetivas vocações. Errático, de facto, acaba por ser o comportamento do Porto, o clube de Madureira.

No instante do flagrante musical, o FCP correu oficialmente a "demarcar-se" da cantoria em causa apelando à claque para "que o apoio se mantenha dentro dos limites do bom senso". No recente instante da absolvição judicial apressou-se oficialmente o mesmo FCP a festejar a derrota civil de quem "se rege" pela "perseguição ao FC Porto e às figuras a ele direta ou indiretamente associadas", referindo-se à Mouraria em peso, obviamente. E é nisto que estamos.

O presidente do Benfica anunciou a redução de 100 milhões de euros no passivo do clube. Não andasse o Benfica a oferecer bilhetinhos – 2 milhões de euros espatifados com borlistas, alertou Domingos Soares de Oliveira! – e poderia reduzir o seu passivo em 102, 104 ou mesmo 106 milhões de euros, quem sabe há quantos anos esta pedinchice dura? Já o vizinho Sporting vai gastar a mesma verba – 2 milhões – com a intratável Doyen, decidiu o tribunal. Vale-lhe, ao Sporting, não haver borlas em Alvalade. O dinheiro está disponível. Isto é fazer bem contas.

O anúncio da redução do passivo, o espírito fraternal de Jonas, a homenagem a Nené, as palavras da capitã da equipa de futsal foram momentos altos da festa de aniversário do Benfica. Mas o que terá causado maior euforia entre os adeptos foi o momento em que ficaram a saber que o Rúben Dias tem um irmão mais novo, igualzinho a ele e que também é defesa-central. É que o mais velho para além de estar lesionado já está no "radar do Arsenal", garante a comunicação social. É tudo tão rápido.

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