A propósito da invisibilidade
2023 está aí à vista. A Federação Portuguesa de Futebol, no entanto, segue em modo 2022. A FPF continua com um presidente invisível. E a Seleção Nacional continua com um selecionador invisível. Um presidente invisível ainda dá algum jeito, sobretudo ao próprio presidente desaparecido desde a manhã em que os jornais acordaram o país para aquelas questões de excentricidade fiscal nos contratos de trabalho que imperam na instituição. Também é verdade que o presidente invisível beneficia muito com um certo tipo de jornalismo invisível que, por ser invisível o presidente, não o enxerga e, pior ainda, não se enxerga. Um selecionador invisível é, no entanto, um fenómeno ainda mais extraordinário. Não passa pela cabeça de ninguém que a Federação Portuguesa de Futebol não saiba o nome do próximo selecionador nacional e que não o tenha sob contrato desde a hora em que prescindiu dos serviços de Fernando Santos. Mas a verdade é que o pobre desgraçado continua invisível. Como é possível? Por onde anda o selecionador nacional invisível? Ou está a analisar, com o apoio de uma equipa visível de fiscalistas, os termos do contrato que lhe foi proposto ou está ainda a cumprir os testes psicotécnicos, uma exigência do departamento de comunicação da Federação Portuguesa de Futebol.