A propósito de jogos florais
Os próximos tempos e os seus próximos desafios nos dirão se o padecimento atual do Benfica é de índole técnica ou tática ou se, exclusivamente, se trata de um episódio de debilidade mental, de um fraquejar do espírito que abre as portas – melhor dito, os portões – à dúvida sobre capacidades individuais e à descrença no grupo por atacado. E é o que mais parece em função da recorrência com que o Benfica se atrapalha a si próprio quando entra o outono. Aconteceu assim em 2019, com Bruno Lage, em 2020, já com Jorge Jesus e voltou a acontecer agora, em 2021, de novo com Jesus. Nestas últimas três temporadas começou sempre o Benfica por adiantar-se à sua concorrência interna somando pontos que lhe conferiram alguma vantagem no topo da tabela do campeonato nacional para, logo de seguida, desperdiçar esse conforto tão cedo angariado com uma maior ou menor série de resultados e de exibições lamentáveis.