Floresta de pernas

Leonor Pinhão
Leonor Pinhão Jornalista

A voz do comando

Esta semana voltaram à agenda as competições europeias, que bom. Não foi uma jornada particularmente brilhante para as equipas portuguesas visto que nenhuma delas conseguiu vencer o seu jogo, que pena. Vi-os todos. Depois do Benfica-Besiktas o que mais me interessou foi o jogo do Sporting de Braga com os belgas do Gent porque o Braga é o próximo adversário do Benfica naquilo que verdadeiramente interessa a toda a gente. É depois de amanhã que o Braga vem à Luz. Ou seja, ainda temos três dias para se lesionarem mais jogadores do Benfica até à hora do pontapé de saída. Como se tem lesionado um jogador por dia é bom mentalizarmo-nos para mais três baixas e, de preferência, sem fazer disso um drama. As lesões dos jogadores do Benfica podem-lhe ter custado 2 pontos no jogo com o Vitória de Setúbal e outros 2 pontos no jogo com os turcos para a Liga dos Campeões mas têm servido para pôr à prova um manancial de jovens soluções que não deixaram ficar mal nem o emblema nem o treinador. Aliás, os treinadores. Foi o adjunto de Rui Vitória que esteve na terça-feira a dirigir a equipa visto que Rui Vitória se viu expulso nos minutos finais do encontro com o Bayern Munique da época passada. E sabe-se lá o que teria acontecido se Vitória tivesse ficado no banco até ao fim do jogo com os alemães…

Foi coisa que não aconteceu a Jorge Jesus em Madrid, ficar no banco até ao fim do "partido". Fez-se expulsar, como tantas vezes lhe acontece, e não se penitenciando pelo cartão vermelho que, segundo ele, tanto prejudicou o Sporting, acabou por penitenciar o seu adjunto a quem não reconheceu competência para estes altos transes competitivos. Respeitando a opinião do treinador do Sporting, ainda estará fresca na memória de todos aquela recuperação que o Benfica encetou na temporada de 2013/2014 quando se viu com 5 pontos de atraso em relação ao Porto e viu o seu treinador, Jorge Jesus, suspenso por 30 dias por comportamento incorreto num Vitória de Guimarães-Benfica. A verdade é que Raul José, o mesmo adjunto, foi para o banco e quando, um mês depois, o treinador do Benfica voltou a poder exercer as suas funções a diferença para o FC Porto já tinha sido substancialmente reduzida. O que, por ironia ou convicção, levou muita gente da fação anti-Jesus na Luz a concluir que, se calhar, melhor seria prolongar-lhe o castigo e deixar as coisas tal como estavam no que respeita à voz de comando. Mexer é estragar, ainda que nem sempre.

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