As garantias perderam a validade
Durante mais de duas décadas as nossas instituições e a nossa imprensa andaram com o Macaco ao colo. Achavam-lhe graça. Não só era engraçado vê-lo a dirigir a claque oficial da seleção, mas também tinha qualquer coisa de excitante, daquele picantezinho que não compromete, vê-lo à porta dos estádios no Euro'2016 vendendo ingressos no mercado negro. "Comprei um bilhete ao Macaco!" Mas nunca ninguém fez muito por saber como foi possível ao Macaco, empossado pela FPF como chefe da claque da seleção, ter à sua disposição bilhetes para a candonga em França. Como lhe chegaram os bilhetes? Tantas perguntas que ficaram por fazer nos locais próprios. E eram tantos os locais próprios.
